3- DEFICIÊNCIA FÍSICA


LESÃO MEDULAR

O traumatismo medular é um importante causador de deficiência física, sendo responsável por casos de para e tetraplegias. O principal gerador deste tipo de traumatismo é a crescente violência urbana, com significativo aumento dos acidentes com armas de fogo. Frente a essa realidade, se faz necessário maior eficiência da segurança pública e mudanças nas políticas sociais.

Os acidentes de trânsito também colaboram significativamente para o aumento dos casos de lesão medular e só poderão ser minimizados a partir de iniciativas educacionais, incentivando o uso de cintos de segurança e o combate ao consumo de álcool e drogas pelos motoristas, cumprimento da legislação vigente, boa sinalização e manutenção das vias públicas, e em caso de ocorrência, assistência imediata e adequada dos acidentados em hospitais e pronto-socorros. A redução dos preços dos equipamentos de segurança nos carros nacionais também contribuiria para minimizar as seqüelas deste tipo de acidente.

Mergulho em águas rasas e quedas, entre outros, também são importantes exemplos de causadores de traumatismo medular.

PARALISIA CEREBRAL

A prevenção da paralisia cerebral deve começar antes do nascimento, com a nutrição adequada da mãe, controle do fator Rh (para verificar a incompatibilidade), verificação de eventual desproporção do feto em relação à pelve da mãe evitando os traumas de parto além de exames para diagnosticar diabetes e hipertensão.

Um terço dos casos de paralisia cerebral ocorre após o nascimento, portanto a prevenção deve prosseguir na infância, combatendo-se o baixo peso, os riscos de asfixia, doenças metabólicas e as causas de convulsões, que aumentam as chances de aparecimento da paralisia cerebral. Ainda devem ser tomados cuidados redobrados com prematuros, incentivar o aleitamento materno, as vacinações e o combate às infecções (ex.: meningite, tétano).

 

LESÃO ENCEFÁLICA ADQUIRIDA NA INFÂNCIA

Na maioria dos casos causada por traumatismo crânio-encefálico. Mais comum em crianças até 6 anos de idade e em grande parte devido a acidentes com veículos automotores. A principal medida de prevenção seria o transporte das crianças no banco traseiro do carro, em acomodações adequadas (cadeirinhas) e o uso do cinto para as crianças maiores. Outras causas são os atropelamentos, quedas e falta de oxigenação cerebral (principalmente devido a afogamentos).

 

MIELOMENINGOCELE

É uma má formação na medula espinhal do feto, em que ocorre falha no fechamento do tubo neural, havendo exposição da estrutura medular. Leva a um comprometimento sensorial e motor no nível medular da lesão e abaixo dele, podendo também causar paralisia em órgãos como bexiga e intestinos. Uma forma de prevenção é a administração de ácido fólico (vitamina B9) às gestantes, que é capaz de reduzir a incidência da lesão. A substância hoje é encontrada nas farinhas de trigo e milho vendidas no Brasil.



AMPUTAÇÕES

Na maioria dos casos são provocadas pelo diabetes melito. Metade das pessoas com diabetes desconhecem ser portadoras da doença, daí a necessidade da prevenção, com conscientização da população sobre a necessidade do conhecimento do nível de glicose no sangue e campanhas de controle periódico, com aferição da taxa de glicose e exames de urina. Outras causas são os traumatismos, as doenças vasculares periféricas arteriais e venosas, os tumores e as infecções.

O fumo também é causa de várias complicações, principalmente as doenças vasculares, que podem culminar numa amputação, sendo necessária a adoção de políticas anti-fumo e campanhas mais agressivas contra a droga.



ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)

Conhecido popularmente como "derrame cerebral", o Acidente Vascular Cerebral é a terceira principal causa de morte entre as a patologias clínicas e a mais freqüente causa de morbidade entre as doenças neurológicas após a Doença de Alzheimer. Pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada área do cérebro, determinando o sofrimento ou morte desta (neste caso, chamado infarto cerebral) e, consequentemente, perda ou diminuição das respectivas funções. Existem basicamente dois tipos de AVC:

- Isquêmico: quando não há passagem de sangue para determinada área, por uma obstrução no vaso ou redução no fluxo sangüíneo do corpo.

- Hemorrágico: quando o vaso sangüíneo se rompe, extravasando sangue para o tecido cerebral.

O AVC tem como principal fator de risco a hipertensão arterial, mas também pode ocorrer em função do diabetes, aumento das taxas de colesterol, uso excessivo de álcool, tabagismo, problemas cardíacos e vasculares, sedentarismo, obesidade e estresse. Tem seus indíces aumentados em função da idade, raça (maior incidência na população negra) e sexo (maior ocorrência no sexo masculino).

 

 

 

 

 

 

 





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