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DEFICIÊNCIA FÍSICA
LESÃO MEDULAR
O
traumatismo medular é um importante causador
de deficiência física, sendo responsável
por casos de para e tetraplegias. O principal gerador
deste tipo de traumatismo é a crescente violência
urbana, com significativo aumento dos acidentes com armas
de fogo. Frente a essa realidade, se faz necessário
maior eficiência da segurança pública
e mudanças nas políticas sociais.
Os acidentes de trânsito também colaboram
significativamente para o aumento dos casos de lesão
medular e só poderão ser minimizados a
partir de iniciativas educacionais, incentivando o uso
de cintos de segurança e o combate ao consumo
de álcool e drogas pelos motoristas, cumprimento
da legislação vigente, boa sinalização
e manutenção das vias públicas,
e em caso de ocorrência, assistência imediata
e adequada dos acidentados em hospitais e pronto-socorros.
A redução dos preços dos equipamentos
de segurança nos carros nacionais também
contribuiria para minimizar as seqüelas deste tipo
de acidente.
Mergulho em águas rasas e quedas, entre outros, também são
importantes exemplos de causadores de traumatismo medular.
PARALISIA CEREBRAL
A
prevenção da paralisia cerebral deve
começar antes do nascimento, com a nutrição
adequada da mãe, controle do fator Rh (para verificar
a incompatibilidade), verificação de eventual
desproporção do feto em relação à pelve
da mãe evitando os traumas de parto além
de exames para diagnosticar diabetes e hipertensão.
Um terço dos casos de paralisia cerebral ocorre após o nascimento,
portanto a prevenção deve prosseguir na infância, combatendo-se
o baixo peso, os riscos de asfixia, doenças metabólicas e as
causas de convulsões, que aumentam as chances de aparecimento da paralisia
cerebral. Ainda devem ser tomados cuidados redobrados com prematuros, incentivar
o aleitamento materno, as vacinações e o combate às infecções
(ex.: meningite, tétano).
LESÃO ENCEFÁLICA ADQUIRIDA NA INFÂNCIA
Na
maioria dos casos causada por traumatismo crânio-encefálico.
Mais comum em crianças até 6 anos de idade
e em grande parte devido a acidentes com veículos
automotores. A principal medida de prevenção
seria o transporte das crianças no banco traseiro
do carro, em acomodações adequadas (cadeirinhas)
e o uso do cinto para as crianças maiores. Outras
causas são os atropelamentos, quedas e falta de
oxigenação cerebral (principalmente devido
a afogamentos).
MIELOMENINGOCELE
É uma má formação na medula
espinhal do feto, em que ocorre falha no fechamento do
tubo neural, havendo exposição da estrutura
medular. Leva a um comprometimento sensorial e motor
no nível medular da lesão e abaixo dele,
podendo também causar paralisia em órgãos
como bexiga e intestinos. Uma forma de prevenção é a
administração de ácido fólico
(vitamina B9) às gestantes, que é capaz
de reduzir a incidência da lesão. A substância
hoje é encontrada nas farinhas de trigo e milho
vendidas no Brasil.
AMPUTAÇÕES
Na
maioria dos casos são provocadas pelo diabetes
melito. Metade das pessoas com diabetes desconhecem ser
portadoras da doença, daí a necessidade
da prevenção, com conscientização
da população sobre a necessidade do conhecimento
do nível de glicose no sangue e campanhas de controle
periódico, com aferição da taxa
de glicose e exames de urina. Outras causas são
os traumatismos, as doenças vasculares periféricas
arteriais e venosas, os tumores e as infecções.
O fumo também é causa de várias complicações,
principalmente as doenças vasculares, que podem culminar numa amputação,
sendo necessária a adoção de políticas anti-fumo
e campanhas mais agressivas contra a droga.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)
Conhecido
popularmente como "derrame cerebral",
o Acidente Vascular Cerebral é a terceira principal
causa de morte entre as a patologias clínicas
e a mais freqüente causa de morbidade entre as doenças
neurológicas após a Doença de Alzheimer.
Pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior
ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes
a uma determinada área do cérebro, determinando
o sofrimento ou morte desta (neste caso, chamado infarto
cerebral) e, consequentemente, perda ou diminuição
das respectivas funções. Existem basicamente
dois tipos de AVC:
- Isquêmico: quando não há passagem
de sangue para determinada área, por uma obstrução
no vaso ou redução no fluxo sangüíneo
do corpo.
- Hemorrágico: quando o vaso sangüíneo
se rompe, extravasando sangue para o tecido cerebral.
O AVC tem como principal fator de risco a hipertensão arterial, mas
também pode ocorrer em função do diabetes, aumento das
taxas de colesterol, uso excessivo de álcool, tabagismo, problemas cardíacos
e vasculares, sedentarismo, obesidade e estresse. Tem seus indíces aumentados
em função da idade, raça (maior incidência na população
negra) e sexo (maior ocorrência no sexo masculino).
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