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- DEFICIÊNCIA SENSORIAL
DEFICIÊNCIA
VISUAL
A
deficiência visual ocorre em 2 grupos: A cegueira,
que é a perda da percepção luminosa
ou ausência total da visão e a visão
subnormal, que é o grau em que a deficiência
visual interfere ou limita o desempenho do indivíduo.
Causas diversas:
- Infecções congênitas como rubéola,
toxoplasmose e sífilis;
- Conjuntivites neonatais;
- Acidentes com objetos cortantes ou pontiagudos (facas,
tesouras, garfos, chaves de fenda, lápis, canetas,
palitos, arame, animais e plantas pontiagudas);
- Exposição a produtos químicos
e de limpeza (água sanitária, soda cáustica, álcool,
detergentes, etc.);
- Doenças infecciosas como o tracoma;
- A oftalmia neonatorum: é uma conjuntivite que
se manifesta nos primeiros 12 dias de vida. É provocada
pela contaminação dos olhos do recém-nascido
durante sua passagem pelo canal de parto.
- Xerofatalmia, causada pela falta de vitamina A e
agravada pela desnutrição;
- Fibroplasia retrolental - causada pela alta concentração
de oxigênio nas incubadoras;
- No trabalho as causas são: a má iluminação
ou excesso de luz, exposição à poeira,
inseticidas, vapores ácidos, solda ou objetos
volantes. A maior incidência de acidentes perfurantes
em adultos ocorre no trabalho, devendo-se usar equipamento
de proteção adequado quando a atividade
exige, como óculos e máscaras.
Catarata
Doença em que o cristalino, que é a lente
natural do olho, situada atrás da pupila, torna-se
opaco, impedindo a passagem de luz até a retina,
onde as imagens são formadas e transmitidas ao
cérebro. A pupila torna-se esbranquiçada
e o cristalino fica com uma coloração leitosa.
A formação da imagem fica parcial ou totalmente
prejudicada.
A forma mais comum de catarata é a que ocorre
após os 60 anos de idade, como resultado do envelhecimento,
mas também pode ocorrer antes dessa idade por
vários outros fatores como traumatismos, inflamações
oculares, predisposições genéticas
ou defeitos congênitos, diabetes, exposição à luz
ultravioleta, desnutrição, tabagismo e
o uso de determinados medicamentos.
Existe também uma forma de catarata que atinge recém-nascidos,
a catarata congênita, que é a principal causa de cegueira na infância,
sendo responsável por 30% dos casos. Ela pode acontecer em decorrência
de doenças no período da gravidez, como rubéola, toxoplasmose
ou sífilis.
Não existe método de prevenção específica
para a catarata. O único tratamento disponível é a cirurgia,
mas nem todas as cataratas são casos de urgência ou precisam ser
operadas. No caso das cataratas congênitas, no entanto, a cirurgia deve
ser feita o mais cedo possível, pois é a única forma de
dar à criança a possibilidade de ter algum grau de visão.
Glaucoma
É uma doença que causa lesões
no nervo óptico, responsável por levar
ao cérebro as informações visuais
captadas pela retina, causando alterações
no campo visual e podendo levar à cegueira. Está relacionada
ao aumento da pressão dentro do olho. O risco
de apresentar a doença é maior para os
negros, os míopes, pessoas com mais de quarenta
anos de idade e pessoas com histórico familiar
da doença.
O glaucoma pode ser congênito, atingindo crianças recém-nascidas;
agudo, quando a pressão intra-ocular aumenta subitamente, atingindo
principalmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade e tipo crônico simples,
mais comum, que não é perceptível no início porque
não provoca dor e quando a pessoa apresenta algum sintoma, em geral
visão diminuída ou dor ocular, a doença já pode
estar em estágio avançado e irreversível. As crianças
com glaucoma congênito lacrimejam muito, não toleram a luz e tem
os olhos grandes, muitas vezes azulados ou esbranquiçados. Pode atingir
um ou os dois olhos.
A doença deve ser diagnosticada e tratada no início do processo,
antes que o nervo óptico tenha sido muito danificado. O diagnóstico é feito
através da medição da pressão do olho, em exame
feito de rotina na consulta oftalmológica. Quando o glaucoma é descoberto
precocemente, há tratamentos eficientes. Às vezes, o uso correto
de colírios ou outros medicamentos recomendados pelo oftalmologista é suficiente
para controlar a doença, impedindo uma evolução para a
cegueira. Às vezes é necessária a cirurgia.
Degeneração senil da mácula ou degeneração
relacionada à idade
A
degeneração macular relacionada à idade
(ou senil) é a lesão ou esgotamento da
mácula do olho, que é uma área do
fundo do olho que permite enxergar claramente pequenos
detalhes. É a maior causa de perda de visão
central em ambos os olhos, após os 50 anos de
idade. Até o momento não se conhece a causa,
mas sabe-se que ela está relacionada ao envelhecimento,
e pode atingir qualquer pessoa acima dos 50 anos. No
entanto, as mulheres e os fumantes correm maior risco
de apresentar a doença, assim como pessoas com
histórico familiar da doença e pacientes
com níveis de colesterol altos.
O diagnóstico precoce da doença aumenta
as chances de se evitar o seu progresso. Existem terapias
para melhorar, estacionar ou tornar mais lenta a progressão
da perda visual.
Ambliopia
Quando
a visão é baixa e insuficiente
em um olho ou nos dois, especialmente das crianças,
devido a amadurecimento anormal da visão. Normalmente
cada um dos dois olhos envia uma imagem para o cérebro,
que precisa juntá-las em uma só. Na ambliopia,
porém, quando cada olho está fixando um
ponto, o cérebro recebe duas imagens diferentes
entre si e não consegue fazer a fusão das
duas, eliminando a imagem que vem do olho desviado. Essa
supressão do olho desviado faz com que não
haja desenvolvimento de sua capacidade visual e ele acaba
ficando deficiente. As causas mais freqüentes são
estrabismo, erros de refração (anisometropia,
hipermetropia), catarata congênita ou qualquer
outro fator que impeça o foco de imagens nítidas
na retina. A ambliopia é tratada com a prescrição
de óculos e a utilização de tampão
no olho sadio para se estimular o olho preguiçoso
a desenvolver a visão. Se o olho amblíope
não for tratado, a perda visual será irreversível.
DEFICIÊNCIA
AUDITIVA
É a incapacidade parcial ou total da audição.
A deficiência auditiva pode ser classificada como:
- Deficiência de transmissão – quando
o problema se localiza no ouvido externo ou no ouvido
médio;
- Deficiência interna ou neurosensorial – quando
se origina no ouvido interno e no nervo auditivo;
- Deficiência mista.
Ela ainda pode ser:
- congênita: infecção materna por rubéola na gravidez,
hereditariedade, ingestão de medicamentos ou tóxicos, alcoolismo,
exposição à radiação, diabetes, hipertenção,
e infecções por sífilis, citomegalovírus, toxoplasmose
e herpes, que lesam o nervo auditivo se ocorrerem durante a gestação;
- adquirida: Existência de predisposição genética
(otosclerose), prematuridade, anóxia (falta de oxigênio), uso
do fórceps, meningite, ingestão de remédios ototóxicos,
viroses, otites bacterianas, sífilis adquirida, sarampo, caxumba, exposição
a sons impactantes (explosão), acidentes e traumatismos cranianos.
Existe
ainda a presbiacusia, que é a perda da
audição no idoso, devendo-se ao desgaste
natural devido ao envelhecimento.
A perda da audição interfere gravemente na condição
mais importante da vida moderna, que é a comunicação.
As crianças deficientes auditivas possuem capacidade mental normal,
mas devido à falta de informação, é comum que sejam
tratadas ou confundidas com deficientes mentais. Na fase adulta, a surdez é uma
barreira ao desenvolvimento profissional, social e psíquico. Na terceira
idade, a situação piora porque já existem tendências à introversão, à segregação
e ao preconceito em relação ao idoso.
A surdez de condução às vezes pode ser tratada com medicamento
ou cirurgia. Na surdez do idoso, a perda de audição pode ter
um grau de melhora com a prótese (aparelho de surdez), porém
em muitos casos de surdez neurossensorial, a solução é difícil
ou impossível, ficando por conta da prevenção a melhor
forma de combater o problema, sendo fundamental o diagnóstico precoce
e o tratamento na infância.
As medidas de prevenção primária ficam por conta de campanhas
de vacinação de mulheres jovens contra a rubéola, exames
pré nupciais, pré-natal adequado, vacinação infantil
contra sarampo, meningite, caxumba e outras doenças. Evitar exposição
a ruídos que agridam o ouvido. Prevenir a surdez ocupacional nas empresas
e indústrias, com proteção de ouvido para empregados expostos
a muito barulho e testes de audição periódicos.
As medidas secundárias são o diagnóstico e o atendimento
fonoaudiológico imediato, programa de estimulação precoce
a educação infantil.
Um exame importante e simples é o teste da orelhinha, também
chamado de emissão otoacústica, que permite avaliar a audição
do recém-nascido e que deve ser realizado a partir do nascimento, preferencialmente
nos primeiros 3 meses de vida do bebê, detectando perdas precoces que
dificultam o aprendizado da linguagem.
As medidas terciárias são as que limitam as conseqüências
do problema e melhoram o desempenho do indivíduo na sociedade, como
por exemplo, educação especial e a língua de sinais.
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