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- DEFICIÊNCIA MENTAL
É considerado
como deficiência mental, o funcionamento intelectual
significativamente inferior à média,
acompanhado de limitações no funcionamento
adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas
de habilidades: comunicação, auto-cuidados,
vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento
interpessoal, uso de recursos comunitários,
auto-suficiência, habilidades acadêmicas,
trabalho, lazer, saúde e segurança (conceito
da Associação Americana de Deficiência
Mental).
O diagnóstico de deficiência mental pode ser difícil, pois
existe possibilidade de ocorrerem problemas de ajustamento social sem que haja
especificamente a doença mental, como fatores emocionais, alterações
de certas atividades nervosas superiores, alterações específicas
de linguagem ou dislexia, psicoses, baixo nível sócio econômico,
limitações sócio-culturais, falta de estímulos e
outros.
A deficiência mental é um transtorno do desenvolvimento, sendo assim,
de acordo com critérios internacionais, deve se iniciar antes dos 18 anos,
devendo ser diferenciada das alterações degenerativas senis e cognitivas,
como a demência.
As
principais causas e fatores de risco são:
Durante a gravidez:
- Desnutrição materna;
- Má assistência à gestante;
- Doenças infecciosas como sífilis, rubéola,
toxoplasmose;
- Alcoolismo, consumo de drogas, efeitos colaterais
de medicamentos (medicamentos
teratogênicos), poluição
ambiental, fumo;
- Fatores genéticos:
- Alterações cromossômicas (relativas
ao número ou estrutura dos cromossomos),
ex.: Síndrome de Down, síndrome de
Matin Bell;
- Alterações gênicas, ex.: Erros inatos do metabolismo
(fenilcetonúria), síndrome de
Williams, esclerose tuberosa.
No
período peri-Natal
- Má assistência ao parto e traumas
de parto;
- Hipóxia ou anóxia (oxigenação
cerebral insuficiente);
- Prematuridade e baixo peso;
- Icterícia grave do recém nascido - (incompatibilidade
RH/ABO entre mãe e feto).
Após
o nascimento
- Desnutrição, desidratação
grave, carência de estimulação
global;
- Infecções:
meningites, sarampo, etc;
- Intoxicações: remédios, inseticidas,
produtos químicos (chumbo, mercúrio);
- Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico,
asfixia, quedas, etc.
- Infestações:
neurocisticercose (causada
pela larva da Taenia Solium).
Classificação
A
classificação da OMS leva em conta
o conceito quantitativo, baseado em medição
do QI, podendo ser leve, moderado, grave e profundo,
passando do quadro mais favorável, em que as crianças
podem desempenhar várias tarefas com supervisão
até o quadro de total incapacidade de autonomia.
Outra classificação atual da deficiência
mental não leva em conta o conceito quantitativo
de retardo leve, moderado, grave profundo, mas sim, a
especificação do grau de comprometimento
funcional adaptativo. É uma avaliação
qualitativa, enfocando o deficiente quanto à sua
capacidade de adaptação, sua autonomia
e o apoio requerido por cada um:
- Dependentes: Nos casos em que é necessário
o atendimento por instituições.
- Treináveis: Crianças que se colocadas
em classes especiais poderão treinar várias
funções, como disciplina, hábitos
higiênicos, etc.
- Educáveis: A inteligência é dita “limítrofe
ou lenta”, podendo estas crianças permanecer
em classes comuns, porém com acompanhamento psicopedagógico
especial.
HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO E FENILCETONÚRIA
São doenças que podem ocasionar lesões
cerebrais irreversíveis, podendo ter controle
se forem detectadas e tratadas precocemente. Os primeiros
sintomas surgem por volta do 6º ao 8º mês
de vida, devendo ser feita a detecção a
partir do 3º. dia de vida, com o chamado teste do
pezinho, realizado através de coleta de amostra
de sangue no pezinho do bebê.
Hipotireoidismo
Congênito
É um defeito congênito do metabolismo,
no qual existe a falta de uma enzima que possibilita
a produção do T4, hormônio tireoidiano.
Sem a enzima o hormônio não se forma, tendo
como conseqüências, falha no desenvolvimento
e no crescimento do organismo, inclusive o cérebro,
sendo a deficiência mental uma das seqüelas
mais importantes. Estima-se que 1 em cada 3.000 recém-nascidos
seja portador de hipotireoidismo congênito.
O tratamento é a administração de hormônio tireoidiano,
sob controle médico, podendo o indivíduo levar uma vida normal.
Fenilcetonúria
Defeito
congênito do metabolismo, no qual também
a carência da produção de uma enzima
impossibilita o organismo de metabolizar e eliminar o
aminoácido fenilalanina. O excesso do aminoácido
no sangue é toxico, atingindo principalmente o
cérebro, tendo como conseqüência a
doença mental. Estima-se que 1 em cada 10 mil
recém nascidos é portador de fenilcetonúria.
O tratamento é feito pelo o controle alimentar com dieta especial à base
de leite e alimentos que não contenham fenilalanina, que possibilita
ao portador de fenilcetonúria, uma vida normal.
ERITROBLASTOSE
FETAL OU DOENÇA HEMOLÍTICA
DO RECÉM NASCIDO
É uma Incompatibilidade sanguínea
(Fator RH) entre o sangue materno e o sangue fetal.
Uma mulher RH (-), cujo marido é um homem RH (+), poderá ter
um filho RH +; As hemácias do filho, portadoras do fator RH (+), poderão
sensibilizar o sistema imunológico da mãe e esta irá produzir
anticorpos que, passando para a circulação do filho, têm
a capacidade de destruir suas hemácias, surgindo a doença. O
feto poderá falecer durante a gestação ou após
o nascimento, podendo ainda desenvolver icterícia grave, com possível
doença mental, além de surdez e paralisia cerebral.
A gravidade da doença depende do grau de sensibilização
da mãe. O primeiro filho, pode ser pouco afetado, mas nas futuras gestações,
as chances de ocorrerem o problema aumentam, assim como a intensidade dos danos
causados ao feto. Na mulher RH (-) cujo marido e o feto têm sangue RH
(+), pode ser feita a administração da gamaglobulina anti-RH
imediatamente após o nascimento do bebê. A gamaglobulina anti-RH
bloqueia o processo de sensibilização que produz anticorpos contra
o sangue RH(+). Ela fornece à mãe uma dose temporária
de anticorpos que destroem hemácias RH(+) que possam penetrar na corrente
sanguínea materna durante o parto, impedindo que a mãe produza
anticorpos permanentemente.
Nos casos em que o feto nasce afetado, pode ser necessária uma transfusão
de sangue total.
É
estimado que seja a causa de 3 a 4% dos casos de deficiência mental.
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